The quick brown fox jumps over the lazy dog

Pare por um momento: você provavelmente já viu a frase que dá título à este post pelo menos uma vez: “The quick brown fox jumps over the lazy dog”, em português “A rápida raposa marrom pula por cima do cão preguiçoso”, é muito mais para nós brasileiros do que uma alusão ao célebre desenho da Disney, “O Cão e a Raposa”.

A frase é provavelmente o mais famoso pangram da língua inglesa.

Mas o que é pangram?

Apesar do nome diferente, o conceito de um pangram (pangrama ou pantograma em português) é muito simples: o alfabeto inglês, de A até Z, possui um total de 26 letras — exatamente como no português.

Pois bem: quando criamos uma frase que utilize todas as letras do alfabeto em sua composição, criamos um pangram.

Pangramas eficientes — também chamados pangramas perfeitos — usam todas as letras do alfabeto formando o menor número possível de palavras.

A rápida raposa marrom pula por cima do cão preguiçoso e se sente como se estivesse no sétimo céu da tipografia, juntamente com Hermann Zapf, o mais famoso artista da…

The quick brown fox jumps over the lazy dog”, embora não necessariamente o mais curto dos pangramas perfeitos (com 29 letras), foi adotado pela indústria tipográfica há muitas décadas, como um meio eficaz de demonstrar, em uma produção de texto, como ficaria a aparência das fontes sendo empregadas na escrita. É por isso, aliás, que se tornou o pangram mais famoso do mundo, sendo usado no Microsoft Word e em vários sites de busca e download de fontes.

Há pessoas que consideram a criação de pangramas um passatempo tão bom quanto palavras cruzadas: por isso, muitas frases deste tipo costumam surgir.

Sem contar as frases que apenas juntam palavras sem sentido, eis aqui alguns dos pangramas que eu encontrei, com as respectivas traduções:

  • Amazingly few discotheques provide jukeboxes (Surpreendentemente, poucas discotecas fornecem jukeboxes);
  • Sphinx of black quartz, judge my vow (Esfinge de quartzo preto, julgue meu voto);
  • Pack my box with five dozen liquor jugs (Arrume minha caixa com cinco dúzias de jarras de bebidas);
  • Jackdaws love my big sphinx of quartz (As gralhas amam minha grande esfinge de quartzo).

Em português, só para satisfazer a sua curiosidade, há diversos pangramas também. Quando se faz uma busca no Google, inclusive, aparece sempre este painel de quadrinhos como um exemplo:

Parece um pangrama… mas não é!

Só que tem um problema: A frase “Fidel exporta whisky, vinho, queijo, caju, manga e nabo” não possui a letra Z! Como um pangrama tem que conter todas as letras do alfabeto, então ela só parece ser um pangrama… mas não é!

Veja, por fim, alguns pangramas corretos em português:

  • Grave e cabisbaixo, o filho justo zelava pela querida mãe doente;
  • Marta foi à cozinha pois queria ver belo jogo de xícaras;
  • Hoje à noite, sem luz, decidi xeretar a quinta gaveta de vovô: achei lingüiça, pão e fubá;
  • Gazeta publica hoje breve anúncio de faxina na quermesse.

Espero que vocês tenham curtido essa curiosidade sobre os pangrams — são interessantes, né? Comenta aí a sua opinião!

Eu vejo vocês num próximo post…

Bye bye!

Nice try, George…

Hello guys, how are you?

Estava navegando nas minhas redes sociais hoje e não podia deixar de compartilhar com vocês um achado que classifico como sensacional. Trata-se de uma tirinha em quadrinhos do site Cyanide and Hapiness, conhecido na internet por ter um humor bem diferenciado e ácido.

Without further ado, esta é a tirinha da qual estou falando:

Funny, isn’t it? Este é um excelente exemplo de humor em inglês que só é possível devido ao múltiplo significado de alguns verbos no idioma, neste caso, especificamente, o verbo to lie.

Wait. Let’s understand that.

A história se passa em um cemitério. Sabemos disso porque no primeiro quadrinho há uma tombstone, (lápide). E na lápide está escrito Here lies George (Aqui jaz George): temos aí, então, o primeiro significado do verbo to lie na tira de quadrinhos, que é o verbo jazer, ou seja, estar sepultado, enterrado.

Ou seja, George está – aparentemente, pelo menos – morto. Só que ele está claramente pedindo ajuda! “Somebody help me! I’ve been buried alive! (Alguém me ajude! Eu fui enterrado vivo!).

Há uma pessoa passando ao lado da tombstone, e esta pessoa claramente ouve o pedido de socorro. No segundo quadrinho vemos que this person makes a suspicious face, ou seja, esta pessoa faz uma cara de desconfiado. E no terceiro quadrinho nos é apresentada uma visão mais próxima da tombstone, indicando que a pessoa foi olhá-la mais de perto.

E aqui, my friends, foi onde nosso amigo buried alive teve o maior azar: para sua infelicidade, o verbo to lie também significa mentir. Então a leitura de Here lies George também pode ser Aqui mente George.

Sabendo disso, a pessoa dá a questão por encerrada: cruza os braços e diz “Nice try, George!” (Bela tentativa, George), sendo nice try aqui utilizada no sentido de “achou que ia me enganar, hein?!”.

O verbo to lie

Como eu disse no início, esta piada só é possível graças a verbos como to lie, que possuem pelo menos dois significados.

O verbo to lie, possui, então, os dois significados da tira de quadrinhos:

  • mentir, mas vamos mudar o exemplo para That boy always lies to his parents (Aquele menino sempre mente para os pais dele);
  • jazer, exatamente como vimos acima: Here lies George (Aqui jaz George).

Mas também possui estes significados adicionais:

  • deitar – tá, jazer é meio que deitar para sempre, mas estou falando de deitar para relaxar ou dormir, como em Let me lie down to rest (Deixe-me deitar para descansar);
  • consistir, como em The solution lies in simplicity (A solução consiste na simplicidade);
  • situar-se em algum lugar, como em In front of you lies the most amazing places in town (Na sua frente estão os lugares mais impressionantes da cidade).

Moral da história? Ao ver uma tira de quadrinhos em inglês, procure perceber se conhece todos os significados possíveis das palavras: assim, você vai se divertir muito mais!

Paiva, Peiva, Piva…

Você conhece essa história? Acompanhe pelo vídeo, ou então através do texto abaixo, e não se esqueça de deixar seus comentários e se inscrever lá no YouTube, ok?

Um alfaiate brasileiro tinha acabado de se estabelecer lá em Londres. Levou máquina de costura, tesouras, moldes, manequins e depois de organizar tudo, abriu sua lojinha.

Ao lado da porta mandou colocarem uma placa bem bonita, onde dizia PAIVA TAILOR SHOP, porque Paiva era seu nome e TAILOR SHOP, ele, que não tinha lá um conhecimento muito bom de inglês, tinha pesquisado no dicionário e sabia que era ALFAIATARIA.

Paiva Tailor Shop

O primeiro cliente entrou na loja do Seu Paiva e já foi logo dizendo “Good Morning, Mister Peiva!“. E a partir daquele primeiro visitante, todo mundo que entrava na alfaiataria do Seu Paiva – sem exceção – chamava ele de Mister Peiva.

Nosso amigo alfaiate não entendeu muito bem o porquê daquilo acontecer, mas também não se deu por vencido não: depois de alguns dias chegou à conclusão de que os ingleses preferiam as coisas daquele jeito, e, se fosse isso, que fosse.

Encomendou uma nova placa, igualzinha àquela anterior, e pensou “Agora vai sair que nem o gosto do pessoal daqui”. Dias depois, chegou a nova placa, que dizia PEIVA TAILOR SHOP. E o Seu Paiva ficou todo feliz, porquê pensou que tinha resolvido o problema.

Peiva Tailor Shop

Coitado do Seu Paiva: o primeiro cliente a entrar depois que a nova placa foi colocada, foi logo cumprimentando “Good morning, Mister Piva“.

E o nosso amigo alfaiate, coitado, sentiu a cabeça dar nó. “Esse sujeito só pode ser analfabeto, coitado“, pensou. O segundo, o terceiro e o quarto clientes confirmaram a evidência: todos chamavam Seu Paiva de Piva.

Paciente e preocupado em não decepcionar a crescente clientela, ele deu o braço a torcer. Foi mais uma vez encomendar uma placa nova, pra substituir a que ele tinha colocado na porta da loja antes. E alguns dias depois, lá estava a nova placa: PIVA TAILOR SHOP.

Piva Tailor Shop

Ah, mas agora vai!” – pensou o Seu Paiva.

E é por isso que dizem que Deus escreve certo por linhas tortas. Meia hora depois que a placa nova estava pra fora da porta da loja, entrou o primeiro cliente. Bem educado, foi logo cumprimentando com “Good morning, Mister Paiva“.

Para espanto do Seu Paiva, o homem tinha pronunciado o nome dele certo! Mister Paiva! Nosso amigo alfaiate achou até que tinha ouvido mal! Mas tinha ouvido muito bem. A partir daquele dia, todos os que entraram na loja chamaram Seu Paiva de Mister Paiva.

O Seu Paiva, cujas habilidades linguísticas até hoje não são lá essas coisas, continuou sem entender aquele povo inglês. Devoto de São Sebastião, que é padroeiro dos alfaiates, achou era que tinha alcançado alguma graça e deixou por isso mesmo.

Page 2 of 2

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén